Quando a “Vida” muda, quando tento ressurgir de mim.A sensação é de que uma bomba explodiu nos alicerces do meu eu e balançou minhas estruturas causando danos irreversíveis ao edifício da razão.E sempre me encanto mais do estrago do que da construção, e não querendo mais restaurar coisa tão mal acabada, faço obra nova dentro de mim, derrubo paredes velhas e ordeno a remoção imediata dos sentimentos entulhados!
Há pouco tempo entrei em obras, aproveitei o gancho de tantas novas coisas e novas pessoas em minha vida e comecei a quebradeira interna... de lá pra cá dei de cara com mil fases de mim, revivi fotos, desencaixotei lembranças e soprei o pó pra cima, ri de uma menina que queria ser professora na quarta serie e até ganhou concurso de redação por isso, e quase morri de saudades de uma garota romântica que aos 14 se apaixonou por Vinicius de Morais e aos 17 anos que queria ter uns seis filhos e decretava em seu diário, em página marcada por pétalas secas de girassol, com letras garrafais:“HOJE FOI A NOITE MAIS MÁGICA DA MINHA VIDA!” E acreditem as aspas se fazem necessárias.
Hoje me flagro rindo para mim mesma com o canto dos olhos enquanto arrumo com cuidado a trança nos cabelos para dançar flamenco, meninice de mulher madura que quase sou... Amo rodar minha saia e bater com meu leque e sapatos no mesmo ritmo das batidas do meu coração, hora me apaixono por mim mesma e hora durmo cedo para não ter que me suportar mais um segundo sequer.
Acabei encontrando meu equilíbrio assim mesmo desequilibrada que sou. No fim posso dizer que eu, minha forte personalidade e aquela que preciso (por vezes) representar estamos em paz. E se nosso corpo é mesmo a casa da nossa alma, acredito que a minha casa, já tenha se tornado centro de convivência. É muita mulher pra pouca pele e muito pulmão para pouco oxigênio! Ultimamente... respiro ofegante! Cansativo e muito bom sermos eu, é o que podemos concluir por hora!
Acabei encontrando meu equilíbrio assim mesmo desequilibrada que sou. No fim posso dizer que eu, minha forte personalidade e aquela que preciso (por vezes) representar estamos em paz. E se nosso corpo é mesmo a casa da nossa alma, acredito que a minha casa, já tenha se tornado centro de convivência. É muita mulher pra pouca pele e muito pulmão para pouco oxigênio! Ultimamente... respiro ofegante! Cansativo e muito bom sermos eu, é o que podemos concluir por hora!
( Obrigada Ivan Bueno pelas fotos deformadas =/ sabia que um dia as usaria ! rsrsrs...)