
De um universo paralelo
De pessoas paralelas
Sentimentos perpendiculares
Vontades que se chocam
E recuam...
No medo do balançar do outro
Na inconstância de um
Na mesmice do outro
Esse é um poema sem sentido
E quase triste
Na verdade esse poema nem existe
Pálido
Insosso
Sem gosto
Sem doce
Nem um amarguinho que fosse
Os personagens prostados
Lado a lado
É a sina
De tanta educação
Nunca disseram que sim
E nunca questionaram o não
Esse é o poema do infinito
Não do amor bonito
Mas do covarde
Que nunca arde
Porque nunca foi chama
E nem sequer foi
De medo ficou
Emudeceu
Esperou demais
Caducou
Prescreveu
Não serve mais.